Pelo Terapeuta Junior
Para quem está decidindo
Antes de marcar sua primeira sessão
Entenda como o processo funciona, o que acontece nos primeiros encontros e qual será a sua participação antes de decidir se este caminho faz sentido para você.
É comum chegar até aqui chamando o problema de ansiedade, vazio, medo, sobrecarga, excesso de pensamentos, dependência emocional ou dificuldade nos relacionamentos.
Esses nomes são importantes porque descrevem aquilo que você percebe. Mas nem sempre explicam toda a experiência.
No meu trabalho, o sintoma é o ponto de partida. A partir dele, investigamos as emoções, os padrões, os significados e os conflitos que podem estar relacionados ao que você vive hoje.
Essa compreensão pode começar já no primeiro encontro ou ser construída ao longo do processo. Não existe uma fórmula rígida. Existe uma condução individualizada, respeitando o seu momento e aquilo que aparece durante o acompanhamento.
Antes de começar
No primeiro contato, quero compreender a queixa emocional que trouxe você até aqui: o que mais incomoda hoje, como isso aparece na sua rotina e de que maneira tem afetado sua vida. A partir do sintoma ou conflito apresentado, faço perguntas para começar a identificar as emoções, os padrões e os possíveis elementos que podem estar sustentando essa dificuldade. Essa compreensão pode surgir já nesse primeiro encontro ou ser construída ao longo das sessões — cada pessoa tem um ritmo, uma história e uma forma própria de perceber o que vive. Também explico o passo a passo do acompanhamento, a lógica do processo e qual será a sua participação, para que você possa fazer perguntas e avaliar se se reconhece nessa forma de trabalhar antes de decidir seguir.
Não necessariamente. O primeiro contato é gratuito e é onde nos conhecemos e alinhamos como vamos seguir a partir dali. Pode acontecer por ligação, por videochamada ou diretamente pelo texto do WhatsApp, conforme a sua necessidade. Quando é por ligação ou videochamada, dura em torno de 30 minutos: nesse tempo, entendo o que você está vivendo e explico como o acompanhamento funciona. É também uma pequena prévia de como vai ser a experiência de conversar comigo, sem pressa e no tempo certo de cada etapa.
Não. Você não precisa organizar toda a sua vida cronologicamente nem revelar detalhes para os quais ainda não se sente preparada. A história oferece contexto, mas meu foco principal não é conhecer cada acontecimento isoladamente — é compreender o que você sente diante daquilo que viveu, como isso aparece hoje e que resposta emocional continua se repetindo.
- Qual emoção aparece
- Quando ela é ativada
- Como o corpo reage
- Que pensamentos surgem
- Como você costuma se proteger
- Que padrões se repetem
- Como isso interfere nas suas escolhas e relações
Porque pessoas diferentes podem usar o mesmo nome para experiências emocionais muito diferentes. Duas pessoas podem dizer que sentem ansiedade, mas viver gatilhos, medos, padrões e histórias completamente distintos. Por isso não começo tentando encaixar você em uma explicação genérica — começo observando o que mais incomoda hoje e como essa experiência funciona na sua vida. O sintoma funciona como uma porta de entrada para compreendermos uma dinâmica mais ampla, sem que eu afirme, antes da investigação, que existe uma única causa emocional exata.
Muitas pessoas já sabem o que viveram, reconhecem padrões e entendem racionalmente por que reagem de determinada maneira. Mesmo assim, na situação real, continuam sentindo e agindo como antes. Isso acontece porque compreender uma história intelectualmente e transformar uma resposta emocional nem sempre são a mesma coisa. No processo, busco unir percepção, emoção e entendimento para construir novas possibilidades de resposta no presente.
A primeira sessão é um momento para criar vínculo, compreender o contexto atual e organizar os primeiros caminhos do processo. Também posso começar a investigar os conflitos emocionais relacionados à queixa apresentada. Não existe a expectativa de resolver toda a sua vida nesse encontro — a função dessa sessão é construir uma base clara, segura e coerente para o que será trabalhado depois.
- O que você está vivendo
- O que mais incomoda
- Como isso interfere na sua vida
- Quais emoções aparecem
- Que padrões já são percebidos
- O que você já tentou
- Quais são suas expectativas
Pode acontecer de alguma compreensão importante surgir já no primeiro encontro. Também pode ser necessário observar o que aparece ao longo das sessões seguintes. Não existe um prazo fixo, porque cada pessoa possui uma forma própria de organizar, sentir e expressar sua experiência. O objetivo não é encontrar rapidamente uma explicação convincente — é construir uma compreensão que faça sentido dentro do seu contexto e que possa ser trabalhada com responsabilidade.
Sobre a hipnose
A hipnose é um fenômeno relacionado à atenção focalizada, à imaginação e à capacidade de responder a sugestões. Experiências de grande concentração podem acontecer naturalmente quando ficamos envolvidos em uma leitura, um filme, uma música ou uma lembrança. No processo terapêutico, utilizo essa capacidade de atenção de forma intencional e orientada. A hipnose não é o tratamento inteiro e, sozinha, não resolve um conflito — é uma ferramenta que pode ajudar a trabalhar percepções, emoções, imagens internas, significados, respostas automáticas, padrões e experiências lembradas.
Pode acontecer no primeiro encontro ou em outro momento — isso depende da necessidade identificada, da compreensão do caso, da sua segurança, da clareza sobre o que será realizado, do seu consentimento e do caminho que estiver sendo construído. Antes de qualquer prática, explico o que será feito, por que aquele recurso pode fazer sentido e como você participará. Não é uma etapa obrigatória aplicada de forma automática.
Não é necessário acreditar na hipnose como algo místico, sobrenatural ou mágico. O mais importante é compreender a proposta, sentir segurança e estar disponível para participar das orientações. Você não precisa dormir, apagar ou entregar seu controle. Dúvidas e receios podem ser conversados antes de qualquer prática.
Você não precisa provar que consegue entrar em um estado especial. A experiência varia de pessoa para pessoa e também pode variar entre sessões: algumas pessoas percebem relaxamento, outras permanecem mais alertas; algumas respondem melhor a imagens, outras a sensações, palavras ou lembranças. Meu papel é ajustar a condução à forma como você responde. Se um recurso não fizer sentido ou gerar desconforto, o processo pode seguir por outro caminho.
Não. Você permanece consciente, mantém sua capacidade de comunicação e participa ativamente do processo. Pode falar, fazer perguntas, comunicar desconfortos, recusar uma orientação, abrir os olhos, pedir uma pausa ou interromper a prática quando quiser. A condução acontece com consentimento e respeito aos seus limites.
Você não é obrigada a contar algo apenas porque está em hipnose. Continua tendo autonomia sobre aquilo que deseja ou não compartilhar. O processo não é interrogatório, leitura da mente ou instrumento para extrair segredos.
Não são sinônimos. A hipnose é o fenômeno e o recurso de atenção utilizado na condução. A regressão é uma forma específica de trabalho, que pode envolver lembranças, imagens, emoções ou percepções relacionadas a experiências anteriores. Ela não precisa ser usada em todas as sessões. Quando memórias aparecem, são trabalhadas pela forma como são percebidas e sentidas por você — sem assumir automaticamente que cada detalhe representa um registro histórico exato.
Sobre o processo
Ressignificar não é apagar o que aconteceu, nem fingir que uma experiência foi boa quando não foi. É trabalhar a relação emocional, o significado e a resposta que continuam associados àquela experiência, ampliando a compreensão para que uma forma antiga de proteção deixe de agir automaticamente da mesma maneira — sem prometer que a lembrança vá desaparecer ou que você jamais voltará a sentir aquela emoção.
Na minha condução, investigamos se uma resposta emocional pode estar cumprindo alguma função de proteção, alerta, evitação ou adaptação. Isso não significa que todo sintoma tenha necessariamente uma única função ou causa emocional, nem que sintomas físicos devam ser atribuídos automaticamente a emoções — quando existe necessidade de avaliação médica, psicológica ou psiquiátrica, ela deve ser respeitada e incentivada. A pergunta não é apenas “como faço isso parar”, mas também “o que essa resposta tenta evitar, sinalizar ou proteger”.
Não. Meu papel é conduzir, organizar, observar, fazer perguntas, conectar elementos e ajudar você a construir uma compreensão mais clara. Mas a experiência emocional, a participação e as escolhas continuam sendo suas. O processo exige presença, participação, honestidade consigo, abertura para observar padrões, comunicação, compromisso com os encontros e aplicação do que fizer sentido na vida prática — isso não significa responsabilizar você pelo próprio sofrimento, apenas reconhecer que o processo é construído em conjunto.
Existe espaço para falar, ser ouvida e organizar o que sente. Mas o acompanhamento não é conduzido apenas como uma conversa casual — existe uma direção terapêutica, com investigação, compreensão, ferramentas e acompanhamento ao longo das sessões.
Sim. É importante estar com plena consciência e cognição, conseguir seguir as orientações combinadas ao longo do processo, e estar comprometida e responsável consigo mesma. Sem essa base, fica mais difícil que o acompanhamento avance da forma como é proposto.
Formato e investimento
O tempo de cada sessão é explicado com clareza no primeiro contato.
Não é responsável determinar um número exato apenas pelo nome do sintoma. Cada processo tem seu próprio ritmo, ajustado conforme a demanda, a história, os objetivos e a resposta ao acompanhamento — sem que isso seja apresentado como garantia de resultado.
Os encontros normalmente acontecem semanalmente. Eventuais exceções são combinadas diretamente com você.
As sessões podem acontecer presencialmente, na Vila Alzira, em Santo André, ou por videochamada. Tanto o acompanhamento presencial quanto o online seguem a mesma lógica de encontros — a modalidade é combinada com você já no primeiro contato, conforme sua necessidade e disponibilidade.
Sim, existe espaço para dúvidas pontuais pelo WhatsApp entre um encontro e outro. Os detalhes de como esse suporte funciona — o que ele cobre e os prazos de resposta — são explicados com clareza no primeiro contato. Esse canal não substitui atendimento de emergência.
O valor e as condições do atendimento são apresentados com clareza no primeiro contato. Envie uma mensagem pelo WhatsApp para receber as informações atualizadas.
O pagamento pode ser feito por Pix, cartão de crédito ou boleto.
Segurança
Você mantém sua autonomia para conversar sobre pausas ou encerramento sempre que precisar. As condições específicas são apresentadas com clareza antes da contratação, para que não existam surpresas no meio do caminho.
Pode fazer sentido para pessoas que:
- Percebem ansiedade, autocobrança ou sobrecarga recorrente
- Sentem que repetem os mesmos padrões
- Já compreenderam muita coisa racionalmente, mas continuam reagindo da mesma forma
- Estão dispostas a participar ativamente
- Desejam uma condução estruturada
- Buscam compreender o que pode estar sustentando o sofrimento
- Estão disponíveis para rever respostas e escolhas
- Compreendem que não existe promessa de resultado
- Aceitam buscar outros profissionais quando necessário
Talvez ainda não seja o momento se você:
- Procura uma solução feita inteiramente pelo profissional
- Espera um resultado garantido
- Busca apenas um encontro isolado, sem interesse em continuidade
- Não possui disponibilidade para participar dos encontros
- Não deseja observar padrões pessoais neste momento
- Precisa de atendimento emergencial
- Precisa, prioritariamente, de avaliação médica, psicológica ou psiquiátrica
O acompanhamento não substitui diagnóstico médico, psicoterapia quando necessária, avaliação psicológica, acompanhamento psiquiátrico, medicação prescrita ou atendimento de emergência. Não oriento a interrupção de medicamentos, e sintomas físicos não são atribuídos automaticamente a causas emocionais. Em situações de risco imediato, crise intensa ou possibilidade de autoagressão, procure um serviço de emergência: SAMU (192), uma UPA, um pronto-socorro, ou o CVV (188).
As informações deste site possuem caráter educativo e não substituem avaliação, diagnóstico ou tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico. Em situações de emergência, procure o serviço de saúde mais próximo.
Em situações de risco imediato, crise intensa ou possibilidade de autoagressão, procure um serviço de emergência: SAMU (192), uma UPA, um pronto-socorro, ou o CVV (188).
Ainda ficou alguma dúvida?
Você pode conversar diretamente com o Junior antes de decidir.
Atendimento presencial em Santo André e online em português.